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Ghibli, Quattroporte e Levante são os modelos que a histórica marca italiana decidiu renovar para este ano. Nova frente com ópticas redesenhadas e com tecnologia LED inteligente marcam as feições destes três modelos, que também receberam um novo sistema de assistência da direção, agora elétrico e que lhes proporciona uma importante evolução nos sistemas electrónicos de assistência.

Uma das tecnologias mais marcantes, e que agora aproxima o Quattroporte (que conduzimos) dos seus sofisticados concorrentes diretos, é o Highway Assist, o novo programador de velocidade ativo a envolver a intervenção da direção, para manter o carro na faixa de rodagem de forma automática. O condutor apenas tem de se assegurar de que não interrompe o contacto físico da mão com o volante por mais de dez segundos. Caso contrário, o sistema desativa-se.

Assim, é possível fazer uma viagem inteira sem preocupações com o acelerador, o travão e a direcção. Verificámos na estrada que o sistema funciona de forma eficaz, com o Quattroporte a manter uma linha de trajectória centrada na fila, sem o indesejável efeito de “tabela” nas guias que geralmente afeta os sistemas menos evoluídos.

O Highway Assist conjuga-se com o Active Blind Spot Assist, ou seja, o alerta de ângulo morto que, para além de alertar o condutor para a presença de um carro na faixa ao lado quando se abre o pisca nessa direcção, também passa a dar um dissuasivo toque no volante na direção contrária.

Sentimos, no entanto, algo mais interessante agora introduzido neste conjunto de três modelos: a versão S, a mais potente do motor V6 biturbo de 3.0 litros a gasolina, que passa a debitar 430 cv em vez dos anteriores 410 cv.

O som de escape é controlado por válvulas pneumáticas e ajudado pelo estampido das rápidas passagens de relação proporcionadas pela caixa automática de oito velocidades com grandes patilhas no volante (fixas) para a seleção manual sequencial.

Um botão de atalho na consola central permite o accionamento do modo desportivo. O V6 S é ágil, embora os restritivos limites de velocidade da zona alpina nos tenham impedido de comprovar, para já, as suas potencialidades máximas.

Conduzimos na zona dos Alpes italianos uma versão GranSport, a que equivale um nível de equipamento e decoração mais vocacionados para a aparência e condução desportivas, com destaque para os bancos integralmente revestidos a couro.

Na sua geração anterior, de 2013, o Quattroporte foi o primeiro Maserati a receber o sistema de tração integral Q4, que foi outro dos protagonistas desta apresentação dinâmica em ambiente de neve e gelo que, neste caso, experimentámos tanto a bordo do Quattroporte como do Levante S Q4, este na pista de gelo de Cervinia.

No pequeno traçado entre altas e duras paredes de gelo e com piso bastante vitrificado pelos sete graus negativos, o grande SUV italiano fez-se valer dos pneus de pregos e do sistema de tração integral Q4, que permite uma distribuição de binário entre os 100 por cento no eixo traseiro e os 50 por cento para cada eixo. Com uma embraiagem multidisco e atuador electrónico integrado, o Sistema Q4 reage de imediato a cada perda de tração reagindo em milissegundos e revelou-se extremamente eficaz a manter o Levante sob controlo por via da aceleração.

Os novos Quattroporte, Ghibli e Levante com as especificações de 2018 já podem neste momento ser encomendados em Portugal e demoram cerca de três meses a ser entregues.

Fique agora com os preços de acesso da gama 2018, referentes ao nível de equipamento base (Essence). Os níveis de equipamento GranSport e/ou GranLusso implicam um acréscimo de custo situado entre os 10 mil e os 12 mil euros:

Ghibli:

Diesel de 275 cv: 99 734€

V6 de 350 cv: 103 582€

V6 de 430 cv: 120 832€

V6 de 430 cv Q4: 124 689€

Levante (sempre Q4):

Diesel de 275 cv: 113 649€

V6 de 350 cv: 122 428€

V6 de 430 cv: 134 215€

Quattroporte:

Diesel de 275 cv: 133 400€

V6 de 430 cv: 147 380€

V6 de 430 cv Q4: 152 596€

Agora veja o vídeo da nova gama Maserati para 2018 e sinta um pouco daquilo que sentimos!

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